{"id":982,"date":"2017-02-04T00:22:34","date_gmt":"2017-02-03T23:22:34","guid":{"rendered":"http:\/\/confrariadopaodaregueifaedobiscoitodevalongo.com\/confraria\/?p=982"},"modified":"2019-08-05T22:33:47","modified_gmt":"2019-08-05T21:33:47","slug":"proverbios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/confrariadopaodaregueifaedobiscoitodevalongo.com\/confraria\/2017\/02\/04\/proverbios\/","title":{"rendered":"Prov\u00e9rbios sobre o p\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O patrim\u00f3nio cultural de Valongo encontra-se inscrito na pele simples e enxuta das suas gentes ligadas \u00e0 lousa e ao p\u00e3o. Cada marca um momento, cada vida um alforge, recheado de experi\u00eancias e sabedoria, herdados e preservados \u00e0 sombra das noites e \u00e0 luz dos dias. Baila em pontas, de boca em boca, sob a forma abrilhantada de prov\u00e9rbios, dizeres, ditados, lengalengas populares, hist\u00f3rias \u2026 .<br \/>\nSurgiu o prop\u00f3sito de deles fazer registo, abrindo-lhes portas \u00e0 posteridade, pelo que se publica agora uma compila\u00e7\u00e3o, honrando e alicer\u00e7ando o ineg\u00e1vel valor destes dizeres populares sobre o p\u00e3o e o biscoito, ou elementos relacionados com os mesmos.<br \/>\n<strong>&#8211; Sobre o P\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A \u00e1gua de nev\u00e3o d\u00e1 p\u00e3o; a do trov\u00e3o em parte d\u00e1 e em parte n\u00e3o.<br \/>\nA \u00e1gua de S\u00e3o Jo\u00e3o tira azeite e vinho e n\u00e3o d\u00e1 p\u00e3o.<br \/>\n\u00c0 boa fome, n\u00e3o h\u00e1 mau p\u00e3o.<br \/>\nA bom amigo, com teu p\u00e3o e teu vinho.<br \/>\nA chave do almo\u00e7o \u00e9 um bocado de p\u00e3o e a da zaragata \u00e9 uma palavra..<br \/>\nA chover e a fazer sol, e as bruxas no farol a comer p\u00e3o mole.<br \/>\nA chuva de S. Jo\u00e3o, bebe o vinho e come o P\u00e3o.<br \/>\nA chuvinha da Ascens\u00e3o todo o ano dar\u00e1 p\u00e3o.<br \/>\nA criado novo p\u00e3o e ovo, depois de velho p\u00e3o e Demo.<br \/>\nA educa\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o precisa como p\u00e3o para a boca.<br \/>\nA esperan\u00e7a \u00e9 o p\u00e3o dos infelizes.<br \/>\n\u00c0 falta de cap\u00e3o, cebola e p\u00e3o,<br \/>\n\u00c0 falta de p\u00e3o, at\u00e9 migalhas v\u00e3o.<br \/>\n\u00c0 falta de p\u00e3o, boas s\u00e3o tortas.<br \/>\nA fanfarronice floresce, mas n\u00e3o d\u00e1 p\u00e3o.<br \/>\nA filho e amigo, p\u00e3o e castigo.<br \/>\nA fio rouba o moleiro e mais d\u00e3o-lhe o p\u00e3o.<br \/>\n\u00c0 fome, n\u00e3o h\u00e1 p\u00e3o duro.<br \/>\n\u00c0 gana de comer, n\u00e3o h\u00e1 mau p\u00e3o.<br \/>\nA geada de Mar\u00e7o tira o p\u00e3o do bara\u00e7o e a de Abril nem ao bara\u00e7o o deixa ir.<br \/>\n\u00c0 m\u00edngua de p\u00e3o, boas s\u00e3o as tortas.<br \/>\nA p\u00e3o duro, dente agudo.<br \/>\nA quem n\u00e3o sobra p\u00e3o, n\u00e3o cria c\u00e3o.<br \/>\nA quem n\u00e3o tem p\u00e3o semeado de Agosto se faz Maio.<br \/>\nA quem tem fome d\u00e1 o teu p\u00e3o, ao triste d\u00e1-lhe o cora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA quem tem seu p\u00e3o no forno, podemos dar do nosso.<br \/>\nA teu filho p\u00e3o e castigo.<br \/>\nAbril frio, p\u00e3o e vinho.<br \/>\nAcabou-se o p\u00e3o da foice.<br \/>\nAgora d\u00e1 p\u00e3o e mel, depois dar\u00e1 p\u00e3o e fel.<br \/>\n\u00c1gua de Ascens\u00e3o tira o vinho e d\u00e1 o p\u00e3o.<br \/>\n\u00c1gua de Maio, p\u00e3o para todo o ano.<br \/>\n\u00c1gua de S\u00e3o Jo\u00e3o, tira o vinho e n\u00e3o d\u00e1 p\u00e3o.<br \/>\n\u00c1gua e p\u00e3o de corrida se v\u00e3o.<br \/>\n\u00c1gua e p\u00e3o jantar de c\u00e3o.<br \/>\n\u00c1gua e p\u00e3o, comida de c\u00e3o.<br \/>\n\u00c1gua fria e p\u00e3o quente, nunca fizeram bom ventre.<br \/>\n\u00c1gua gelada e p\u00e3o quente n\u00e3o fazem bom ventre.<br \/>\n\u00c1gua pelo S\u00e3o Jo\u00e3o tira azeite e n\u00e3o d\u00e1 p\u00e3o.<br \/>\nAinda agora comem p\u00e3o da boda.<br \/>\nAinda que entres na vinha, e voltes o gib\u00e3o, se n\u00e3o trabalhares, n\u00e3o te dar\u00e3o p\u00e3o.<br \/>\nAmigos que se desav\u00eam por um p\u00e3o de centeio , ou a fome \u00e9 muita, ou o amor \u00e9 pequeno.<br \/>\nAnda c\u00e1 s\u00f3 a fazer o p\u00e3o caro.<br \/>\nAndar a p\u00e3o emprestado, fome p\u00f5e.<br \/>\nAno bissexto, cabe palha e p\u00e3o num cesto.<br \/>\nAno de corrilh\u00e3o, ano de p\u00e3o.<br \/>\nAno de figo torr\u00e3o, ano de p\u00e3o.<br \/>\nAno de muito gaim\u00e3o, ano de p\u00e3o.<br \/>\nAno de nev\u00e3o, ano de p\u00e3o.<br \/>\nAno de rosas, ano de p\u00e3o<br \/>\nAno de seca, ano de p\u00e3o.<br \/>\nAno geado p\u00e3o dobrado.<br \/>\nAntes de morder v\u00ea com aten\u00e7\u00e3o se \u00e9 pedra se \u00e9 p\u00e3o.<br \/>\nAntes p\u00e3o com amor do que galinha com dor.<br \/>\nAntes p\u00e3o do que fortuna.<br \/>\nAntes p\u00e3o duro que figo maduro.<br \/>\nAntes p\u00e3o seco com amor do que galinha com dor.<br \/>\nAntes quero p\u00e3o enxuto que tal conduto.<br \/>\nAntes um naco de p\u00e3o com amor que galinha com dor.<br \/>\nAo bom amigo, com teu p\u00e3o e teu vinho.<br \/>\nAonde lhes cabe o p\u00e3o lhes n\u00e3o cabe o mais.<br \/>\nAt\u00e9 \u00e0 Assun\u00e7\u00e3o corta o rato o p\u00e3o; em passando a Assun\u00e7\u00e3o j\u00e1 os ratos l\u00e1 n\u00e3o v\u00e3o.<br \/>\nAt\u00e9 lambia o cu do c\u00e3o se da\u00ed me viesse p\u00e3o.<br \/>\nAtira p\u00e3o para tr\u00e1s de ti que adiante o encontrar\u00e1s.<br \/>\nAz\u00e1fama, padeiras, que minha m\u00e3e quer um p\u00e3o.<br \/>\nBafo de c\u00e3o at\u00e9 com p\u00e3o.<br \/>\nBatata e p\u00e3o juntos d\u00e3o m\u00e1 digest\u00e3o.<br \/>\nBeleza e formosura n\u00e3o d\u00e3o p\u00e3o nem fartura.<br \/>\nBem estou com meu amigo, que come seu p\u00e3o comigo.<br \/>\nBem haja o p\u00e3o que presta e a mo\u00e7a que o come.<br \/>\nBem sei o que digo, quando p\u00e3o pido.<br \/>\nBoas sopas se far\u00e3o com bom adubo e bom p\u00e3o.<br \/>\nBoca que erra, n\u00e3o merece pena, nem p\u00e3o que lhe falte.<br \/>\nBoca que erra, nunca p\u00e3o lhe fale\u00e7a.<br \/>\nBocado de mau p\u00e3o, n\u00e3o o comas, nem o d\u00eas a teu irm\u00e3o.<br \/>\nBocado de mau p\u00e3o, nem para ti, nem para o teu c\u00e3o.<br \/>\nBole com o rabo o c\u00e3o, n\u00e3o por ti, mas pelo p\u00e3o.<br \/>\nBom ano de p\u00e3o, mau ano de p\u00e3o, as colheitas o dir\u00e3o.<br \/>\nBom \u00e9 o p\u00e3o com dois peda\u00e7os.<br \/>\nBom \u00e9 o p\u00e3o que com honra se come.<br \/>\nBom \u00e9 saber que p\u00e3o te h\u00e1-de manter.<br \/>\nBom gr\u00e3o far\u00e1 bom p\u00e3o.<br \/>\nBom p\u00e3o? Mais um tost\u00e3o.<br \/>\nBom vinho e bom p\u00e3o faz um homem s\u00e3o.<br \/>\nCaf\u00e9 com p\u00e3o bolacha n\u00e3o.<br \/>\nCaldo com p\u00e3o, bom patr\u00e3o.<br \/>\nCaldo sem p\u00e3o, mau patr\u00e3o; caldo com vinho, j\u00e1 vai servindo.<br \/>\nCaldo sem p\u00e3o, nem no inferno d\u00e3o.<br \/>\nCarne de hoje, p\u00e3o de ontem, vinho de outro Ver\u00e3o, fazem o homem s\u00e3o.<br \/>\nCarne que baste, vinho que farte e p\u00e3o que sobre.<br \/>\nCarne, p\u00e3o e vinho fazem o homem menino.<br \/>\nCartas, mulheres e carradas de p\u00e3o, para onde pendem, para a\u00ed v\u00e3o.<br \/>\nCasa onde n\u00e3o h\u00e1 p\u00e3o, todos ralham e ningu\u00e9m tem raz\u00e3o.<br \/>\nCasar, casar que Deus d\u00e1 p\u00e3o, se n\u00e3o der p\u00e3o d\u00e1 pau.<br \/>\nChama vinho ao vinho e p\u00e3o ao p\u00e3o e todos te entender\u00e3o.<br \/>\nChulas e p\u00e3o de padeira me puseram desta maneira.<br \/>\nChuva de Ascens\u00e3o d\u00e1 palhinhas e p\u00e3o.<br \/>\nChuva de S\u00e3o Jo\u00e3o talha o vinho e n\u00e3o d\u00e1 p\u00e3o.<br \/>\nChuva de S\u00e3o Jo\u00e3o tira o vinho e o azeite e n\u00e3o d\u00e1 p\u00e3o.<br \/>\nChuva pelo S\u00e3o Jo\u00e3o bebe o vinho e come o p\u00e3o.<br \/>\nChuva pelo S\u00e3o Jo\u00e3o, nem bom vinho nem bom p\u00e3o.<br \/>\nChuvas na ascens\u00e3o das palhinhas fazem p\u00e3o.<br \/>\nComer sem p\u00e3o \u00e9 comer de lamb\u00e3o<br \/>\nCom fome n\u00e3o h\u00e1 mau p\u00e3o.<br \/>\nCom p\u00e3o e vinho, anda caminho.<br \/>\nCom p\u00e3o, baila o c\u00e3o se lho d\u00e3o.<br \/>\nCom unto e p\u00e3o de milho, o caldo faz bom trilho.<br \/>\nCome p\u00e3o e bebe \u00e1gua e viver\u00e1s sem m\u00e1goa.<br \/>\nComer p\u00e3o que o diabo amassou.<br \/>\nComida sem p\u00e3o \u00e9 comida de lamb\u00e3o.<br \/>\nComo p\u00e3o, bebe \u00e1gua, viver\u00e1s sem m\u00e1goa.<br \/>\nCompra no mercado p\u00e3o leve e queijo pesado.<br \/>\nCoze-se o p\u00e3o, enquanto o forno est\u00e1 quente.<br \/>\nDar p\u00e3o a quem tem p\u00e3o \u00e9 esmola de carv\u00e3o.<br \/>\nDar p\u00e3o a quem tem trigo.<br \/>\nDe mau gr\u00e3o, nunca bom p\u00e3o.<br \/>\nDe novo, p\u00e3o com ovo; de velho, p\u00e3o com fel.<br \/>\nDe Outubro a Dezembro n\u00e3o busques o p\u00e3o no mar.<br \/>\nDecrua de Maio e estravessa de S\u00e3o Jo\u00e3o parecem bem mas n\u00e3o d\u00e3o p\u00e3o.<br \/>\nDeita estrume ao p\u00e3o que as terras teo pagar\u00e3o.<br \/>\nD\u00ea-me Deus meus p\u00e3es na vila e em casa trigo e farinha.<br \/>\nDeus d\u00e1 o p\u00e3o, mas n\u00e3o amassa a farinha.<br \/>\nDeus d\u00e1 p\u00e3o a quem tem trigo.<br \/>\nDeus te ajude e favore\u00e7a com um saco de p\u00e3o \u00e0 cabe\u00e7a.<br \/>\nDinheiro compra p\u00e3o, mas n\u00e3o compra gratid\u00e3o.<br \/>\nDiz o rif\u00e3o que da terra negra sai bom p\u00e3o.<br \/>\nDo p\u00e3o do meu compadre, grossa fatia ao afilhado.<br \/>\nDores com p\u00e3o s\u00e3o menores.<br \/>\nDos cheiros o p\u00e3o e do sabor o sal.<br \/>\n\u00c9 bom n\u00e3o tentar o esfaimado dando-lhe o p\u00e3o a partir.<br \/>\n\u00c9 bom o p\u00e3o duro, quando n\u00e3o h\u00e1 nenhum.<br \/>\n\u00c9 melhor fome com p\u00e3o do que sem p\u00e3o.<br \/>\n\u00c9 o p\u00e3o nosso de cada dia.<br \/>\nEm Abril, d\u00e1 a velha a filha por p\u00e3o, a quem lha pedir.<br \/>\nEm ano de fome n\u00e3o h\u00e1 ruim p\u00e3o.<br \/>\nEm ano de p\u00e3o, guarda p\u00e3o.<br \/>\nEm ano geado, n\u00e3o h\u00e1 p\u00e3o dobrado.<br \/>\nEm broa encetada, todos querem tirar uma c\u00f4dea.<br \/>\nEm casa do sisudo, faz-se o p\u00e3o mi\u00fado.<br \/>\nEm casa em que n\u00e3o h\u00e1 p\u00e3o todos ralham e ningu\u00e9m tem raz\u00e3o.<br \/>\nEm Outubro s\u00ea prudente: guarda p\u00e3o, guarda semente.<br \/>\nEm S\u00e3o Jos\u00e9 milho no p\u00e3o para ser colhido em S\u00e3o Jo\u00e3o.<br \/>\nEm toda a parte se come p\u00e3o.<br \/>\nEngana meninos e come-lhes o p\u00e3o.<br \/>\nEnquanto ladra o c\u00e3o, coze-se o p\u00e3o.<br \/>\nEst\u00e1 a chover e a fazer sol e as bruxas no p\u00e3o mole.<br \/>\nEstar a p\u00e3o e \u00e1gua.<br \/>\nFalando no bom prepara-lhe o p\u00e3o.<br \/>\nFevereiro enxuto, r\u00f3i mais p\u00e3o do que quantos ratos h\u00e1 no mundo<br \/>\nFez p\u00e3es como castelos.<br \/>\nFicar a p\u00e3o e laranja.<br \/>\nFidalgo sem p\u00e3o \u00e9 vil\u00e3o.<br \/>\nFilho da minha filha toma p\u00e3o e senta aqui; filho da minha nora toma o p\u00e3o e vai-te embora.<br \/>\nFilhos pequenos e pouco p\u00e3o para lhes dar.<br \/>\nForno chorado, p\u00e3o queimado.<br \/>\nFraca \u00e9 a mesa que n\u00e3o deixa migalhas.<br \/>\nFraca \u00e9 a padeira que diz mal do seu p\u00e3o.<br \/>\nGanhar o p\u00e3o com o suor do seu rosto.<br \/>\nGente do Minho veste pano de linho, bebe vinho de enforcado e come p\u00e3p de passarinho.<br \/>\nGuarda p\u00e3o para Maio e lenha para Abril.<br \/>\nGuarda p\u00e3o para Maio, lenha para Abril e o melhor ti\u00e7\u00e3o para o S\u00e3o Jo\u00e3o.<br \/>\nGuarda para Maio o p\u00e3o trem\u00eas, n\u00e3o o percas nem o d\u00eas.<br \/>\nHaja p\u00e3o e satisfa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nInverno com nev\u00e3o, ano de p\u00e3o.<br \/>\nJ\u00e1 come p\u00e3o com c\u00f4dea.<br \/>\nJ\u00e1 se acabou o p\u00e3o da boda.<br \/>\nJaneiro molhado n\u00e3o \u00e9 bom para o p\u00e3o, mas \u00e9 bom para o gado.<br \/>\nJaneiro molhado, se n\u00e3o cria o p\u00e3o, cria o gado.<br \/>\nJaneiro molhado, se n\u00e3o \u00e9 bom para o p\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 mau para o gado.<br \/>\nJejua galego que n\u00e3o h\u00e1 p\u00e3o cozido.<br \/>\nJejuai galegos, que n\u00e3o h\u00e1 p\u00e3o cozido.<br \/>\nL\u00e1grimas com p\u00e3o, ligeiras s\u00e3o.<br \/>\nL\u00e1grimas com p\u00e3o, passageiras s\u00e3o.<br \/>\nLavra no S\u00e3o Jo\u00e3o, se queres haver p\u00e3o.<br \/>\nMaio frio e Junho quente: bom p\u00e3o, vinho valente.<br \/>\nLavra pelo S\u00e3o Jo\u00e3o se queres ter bom p\u00e3o.<br \/>\nLeite sem p\u00e3o at\u00e9 \u00e0 porta vai.<br \/>\nLenha dourada, p\u00e3o queimado.<br \/>\nMaio chuvoso ou pardo, faz o p\u00e3o vistoso e grado.<br \/>\nMaio faz o p\u00e3o e Agosto o milheir\u00e3o.<br \/>\nMaio frio e Junho quente: bom p\u00e3o, vinho valente.<br \/>\nMaio hortel\u00e3o, muita palha e pouco p\u00e3o.<br \/>\nMaio pardo, Junho claro, fazem p\u00e3o grado.<br \/>\nMais vale comer o p\u00e3o amassado pelas minhas m\u00e3os.<br \/>\nMais vale p\u00e3o com amor que galinha com dor.<br \/>\nMais vale p\u00e3o duro que nenhum.<br \/>\nMais vale p\u00e3o duro que trigo maduro.<br \/>\nMais vale p\u00e3o duro, que figo maduro.<br \/>\nMais vale p\u00e3o e \u00e1gua com amor que bom vinho e galinha com dor.<br \/>\nMais vale p\u00e3o hoje que galinha amanh\u00e3.<br \/>\nMais valeum p\u00e3o com Deus que dois com o Diabo.<br \/>\nMar\u00e7o liga a noite com o dia, o Manel com a Maria, o p\u00e3o com o mato e a erva com o sarga\u00e7o.<br \/>\nMar\u00e7o liga a noite com o dia, o Manel com a Maria, o p\u00e3o com o mato e a erva com o sarga\u00e7o.<br \/>\nMassa mole e forno quente faz o padeiro ser gente.<br \/>\nMau p\u00e3o n\u00e3o o comas nem o d\u00eas a teu irm\u00e3o.<br \/>\nMeia vida \u00e9 a candeia, p\u00e3o e vinho a outra meia.<br \/>\nMel\u00e3o \u00e9 p\u00e3o.<br \/>\nMesa sem p\u00e3o \u00e9 mesa de vil\u00e3o.<br \/>\nMesa sem p\u00e3o, mesa de galego.<br \/>\nMigalhas de p\u00e3o em capelo de frade.<br \/>\nMigalhas tamb\u00e9m s\u00e3o p\u00e3o.<br \/>\nMo\u00e7o de quinze anos tem p\u00e3o e n\u00e3o tem m\u00e3os.<br \/>\nMo\u00e7o mau se o pau \u00e9 p\u00e3o \u00e9 conduto e castigo.<br \/>\nMortos com mortos para o caix\u00e3o, vivos com vivos para a caixa do p\u00e3o.<br \/>\nMostram o p\u00e3o e escondem a pedra.<br \/>\nMuita palha e pouco p\u00e3o.<br \/>\nMuito p\u00e3o e m\u00e1 colheita.<br \/>\nMuito p\u00e3o e pouco vinho.<br \/>\nMuito p\u00e3o ou pouco p\u00e3o, as colheitas o dir\u00e3o.<br \/>\nMuito p\u00e3o tem Castela, mas quem o n\u00e3o tem lazer\u00e1.<br \/>\nMuitos padeiros n\u00e3o fazem bom p\u00e3o.<br \/>\nNa boca do c\u00e3o n\u00e3o busques o p\u00e3o.<br \/>\nNa casinha portuguesa, p\u00e3o e vinho sobre a mesa.<br \/>\nNa falta de cap\u00e3o cebola e p\u00e3o.<br \/>\nNa falta de p\u00e3o, tostas s\u00e3o boas.<br \/>\nNa fome n\u00e3o h\u00e1 p\u00e3o duro.<br \/>\nN\u00e3o busques p\u00e3o no focinho do c\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o chores o bocadinho de p\u00e3o que d\u00e1 ao teu c\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o crie c\u00e3o, quem n\u00e3o lhe sobeje p\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o digas desta \u00e1gua n\u00e3o beberei, deste p\u00e3o n\u00e3o comerei.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 a formusura que d\u00e1 o p\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 mo\u00e7o ardido que arreda caminho mas p\u00e3o e vinho.<br \/>\nN\u00e3o fartes o criado de p\u00e3o n\u00e3o te pedir\u00e1 requeij\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 amor como o primeiro, nem p\u00e3o como o alvo, nem carne como o carneiro.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 mau ano por muito p\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 mau p\u00e3o com boa fome.<br \/>\nN\u00e3o se faz p\u00e3o sem farinha.<br \/>\nN\u00e3o se regula o p\u00e3o pela c\u00f4dea, nem a casa pela fronteira.<br \/>\nN\u00e3o te d\u00ea Deus maior mal que muitos filhos e pouco p\u00e3o.<br \/>\nNem mesa sem p\u00e3o nem soldado sem capit\u00e3o.<br \/>\nNem mesa sem p\u00e3o, nem ex\u00e9rcito sem capit\u00e3o.<br \/>\nNem p\u00e3o quente, nem vinho que salte ao dente.<br \/>\nNem s\u00f3 de p\u00e3o vive o homem.<br \/>\nNeste mundo mesquinho, quando h\u00e1 para o p\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 para o vinho.<br \/>\nNingu\u00e9m morre sem ter primeiro amassado p\u00e3o sem sal.<br \/>\nNingu\u00e9m prometa mais manteiga que p\u00e3o.<br \/>\nNingu\u00e9m tire \u00e0 roupa o sab\u00e3o nem o centeio ao p\u00e3o.<br \/>\nNo dia de S\u00e3o Martinho, castanhas, p\u00e3o e vinho.<br \/>\nNo forno se ganha o p\u00e3o, no forno de perde.<br \/>\nNo S\u00e3o Jo\u00e3o, a sardinha pinga no p\u00e3o.<br \/>\nNozes com p\u00e3o sabe a casar.<br \/>\nO dinheiro compra p\u00e3o mas n\u00e3o compra gratid\u00e3o.<br \/>\nO frade por onde anda n\u00e3o lhe falta p\u00e3o na manga.<br \/>\nO menino e o p\u00e3o de trigo no Ver\u00e3o t\u00eam frio.<br \/>\nO m\u00eas de Julho d\u00e1 o p\u00e3o e o gorgulho.<br \/>\nO mesmo canivete me corta o p\u00e3o e o dedo.<br \/>\nO p\u00e3o de amanh\u00e3 a Deus pertence.<br \/>\nO p\u00e3o p\u00f5e for\u00e7a e n\u00e3o outra coisa.<br \/>\nO p\u00e3o puxa que n\u00e3o a muita erva.<br \/>\nO p\u00e3o que o Diabo amassou.<br \/>\nO tempo de pi\u00e3o \u00e9 tempo de p\u00e3o.<br \/>\nO vento su\u00e3o cria palha e p\u00e3o.<br \/>\nObreiro em Janeiro, p\u00e3o te comer\u00e1 mas obra te far\u00e1.<br \/>\nOnde cabe o p\u00e3o cabe o mais.<br \/>\nOnde h\u00e1 c\u00e3es h\u00e1 pulgas, onde h\u00e1 p\u00e3es h\u00e1 raios, onde h\u00e1 mulheres h\u00e1 diabos.<br \/>\nOnde h\u00e1 p\u00e3o, h\u00e1 ratos.<br \/>\nOra d\u00e1 p\u00e3o e mel ora d\u00e1 pau e fel.<br \/>\nOrvalho de S\u00e3o Jo\u00e3o tira o vinho e n\u00e3o d\u00e1 p\u00e3o.<br \/>\nOs amea\u00e7ados p\u00e3o comem.<br \/>\nOs burros s\u00e3o como as carradas de p\u00e3o para onde pendem para a\u00ed v\u00e3o.<br \/>\nOs homens de Entre Douro e Minho cal\u00e7am de pau e vestem de linho; comem p\u00e3o de passarinho, bebem vinho de enforcado e t\u00eam for\u00e7a que nem Diabo.<br \/>\nOvo de uma hora, p\u00e3o de um dia, vinho de um ano, mulher de vinte, amigo de trinta e deitar\u00e1s boa conta.<br \/>\nP\u00e3o a cozer, menino a ler.<br \/>\nP\u00e3o a uns pau a outros.<br \/>\nP\u00e3o achado n\u00e3o tem dono.<br \/>\nP\u00e3o afatiado n\u00e3o farta rapaz esfaimado.<br \/>\nP\u00e3o alheio tem bom gosto.<br \/>\nP\u00e3o alheio, custa caro.<br \/>\nP\u00e3o bolorento, abre-me a boca e p\u00f5e-mo dentro.<br \/>\nP\u00e3o com bolor e sardinha assada, descansa corpo, trabalha enxada.<br \/>\nP\u00e3o com olhos, queijo sem olhos e vinho de saltar aos olhos<br \/>\nP\u00e3o com olhos, queijo sem olhos e vinho que espirre para os olhos.<br \/>\nP\u00e3o com p\u00e3o e a serra com a m\u00e3o.<br \/>\nP\u00e3o com p\u00e3o e serra na m\u00e3o.<br \/>\nP\u00e3o com p\u00e3o, \u00e9 comida de tontos.<br \/>\nP\u00e3o comeste, companhia desfeita.<br \/>\nP\u00e3o comido, p\u00e3o esquecido.<br \/>\nP\u00e3o comido, sequaz despedido.<br \/>\nP\u00e3o comprado n\u00e3o enche barriga.<br \/>\nP\u00e3o da Ilha, arca cheia, barriga vazia.<br \/>\nP\u00e3o de amanh\u00e3, pertence a Deus.<br \/>\nP\u00e3o de caldo, filh\u00f3s de manteiga.<br \/>\nP\u00e3o de centeio s\u00f3 \u00e9 bom quando \u00e9 alheio.<br \/>\nP\u00e3o de centeio, melhor \u00e9 no ventre que no seio.<br \/>\nP\u00e3o de hoje, carne de ontem, vinho de outro Ver\u00e3o fazem o homem s\u00e3o.<br \/>\nP\u00e3o de padeira, n\u00e3o farta nem governa.<br \/>\nP\u00e3o de pobre cai sempre com a manteiga para baixo.<br \/>\nP\u00e3o de taberna n\u00e3o farta nem governa.<br \/>\nP\u00e3o de trigo trem\u00eas, n\u00e3o o comas nem o d\u00eas.<br \/>\nP\u00e3o do vizinho sabe mais um bocadinho.<br \/>\nP\u00e3o do vizinho tira o fastio.<br \/>\nP\u00e3o duro \u00e9 melhor que figo maduro.<br \/>\nP\u00e3o duro, caldo de uvas, salada de carne e deixa a medicina.<br \/>\nP\u00e3o e queijo, mesa posta \u00e9.<br \/>\nP\u00e3o e roupa nunca carregou ningu\u00e9m.<br \/>\nP\u00e3o e roupa, uma semana melhor que outra.<br \/>\nP\u00e3o e vinho anda a caminho, que n\u00e3o o mo\u00e7o ardido.<br \/>\nP\u00e3o e vinho e parte no Para\u00edso.<br \/>\nP\u00e3o e vinho, andam caminho.<br \/>\nP\u00e3o e vinho, um ano meu e outro do vizinho.<br \/>\nP\u00e3o grande n\u00e3o acha fregu\u00eas.<br \/>\nP\u00e3o mexido \u00e9 p\u00e3o crescido.<br \/>\nP\u00e3o mole depressa se engole.<br \/>\nP\u00e3o mole e uvas, \u00e0s mo\u00e7as p\u00f5e mudas, e \u00e0s velhas tira as rugas.<br \/>\nP\u00e3o mole, a rir se engole.<br \/>\nP\u00e3o mole, muito na m\u00e3o, pouco no ventre.<br \/>\nP\u00e3o mole, por si se engole, p\u00e3o quente faz mal ao ventre.<br \/>\nP\u00e3o nascido, nunca perdido.<br \/>\nP\u00e3o numa m\u00e3o e pau na outra.<br \/>\nP\u00e3o ou p\u00e3es, \u00e9 quest\u00e3o de opini\u00f5es.<br \/>\nP\u00e3o pela cor, vinho pelo sabor.<br \/>\nP\u00e3o proibido abre o apetite.<br \/>\nP\u00e3o que sobre, carne que baste e vinho que farte.<br \/>\nP\u00e3o que veja, vinho que salte, queijo que chore.<br \/>\nP\u00e3o quente faz mal ao ventre.<br \/>\nP\u00e3o quente pede azeite.<br \/>\nP\u00e3o quente, fome mete.<br \/>\nP\u00e3o quente, muito na arca e pouco no dente.<br \/>\nP\u00e3o quente, muito na despensa, pouco no ventre.<br \/>\nP\u00e3o quente, muito na m\u00e3o e pouco no ventre.<br \/>\nP\u00e3o quente, nem a s\u00e3o, nem a doente.<br \/>\nP\u00e3o trem\u00eas, n\u00e3o o comas nem o d\u00eas.<br \/>\nP\u00e3o, carne e vinho andam caminho que n\u00e3o mo\u00e7o garrido.<br \/>\nP\u00e3o, carne e vinho andam caminho.<br \/>\nP\u00e3o, carne e vinho, andam caminho.<br \/>\nP\u00e3o, p\u00e3o; queijo, queijo.<br \/>\nP\u00e3o, roupa e vint\u00e9m, n\u00e3o carrega ningu\u00e9m.<br \/>\nPapas sem p\u00e3o, abaixo de s\u00e3o.<br \/>\nPara a fome n\u00e3o h\u00e1 mau p\u00e3o.<br \/>\nPara p\u00e3o de quinze dias, fome de tr\u00eas semanas.<br \/>\nPara o ano ser de p\u00e3o, sete neves e um nev\u00e3o.<br \/>\nPara o mandri\u00e3o tem Deus uma arca de p\u00e3o.<br \/>\nPara quem tem fome n\u00e3o h\u00e1 p\u00e3o ruim.<br \/>\nPara quem tem fome todo o p\u00e3o \u00e9 bom.<br \/>\nPara uma boa refei\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso comer p\u00e3o.<br \/>\nParvo de Arouca que come p\u00e3o com c\u00f4dea.<br \/>\nP\u00ealo de c\u00e3o come-se com p\u00e3o, p\u00ealo de gato nem chegar-se ao fato.<br \/>\nP\u00ealo de c\u00e3o, comer com p\u00e3o; p\u00ealo de gato, n\u00e3o chegar ao prato.<br \/>\nPelo S\u00e3o Jo\u00e3o a sardinha pinga no p\u00e3o.<br \/>\nPelo S\u00e3o Jo\u00e3o ceifa o teu p\u00e3o.<br \/>\nPelo S\u00e3o Jo\u00e3o deve o milho cobrir o p\u00e3o.<br \/>\nPelo S\u00e3o Jo\u00e3o lavra se queres ter p\u00e3o.<br \/>\nPelo S\u00e3o Tiago p\u00e3o ao carro.<br \/>\nPenas com p\u00e3o, meias penas s\u00e3o.<br \/>\nPescadores comem p\u00e3o quando \u00e0 pesca v\u00e3o.<br \/>\nPoda tardia, sementeira tempor\u00e3, d\u00e3o vinho e p\u00e3o.<br \/>\nPor carne, vinho e p\u00e3o, deixa tudo o que te d\u00e3o.<br \/>\nPor carne, vinho e p\u00e3o, deixo quantos manjares s\u00e3o.<br \/>\nPor dinheiro baila o c\u00e3o e por p\u00e3o se lhe d\u00e3o.<br \/>\nPor fora bela viola, por dentro p\u00e3o bolorento.<br \/>\nPrecisar como p\u00e3o para a boca.<br \/>\nPrimeiro o p\u00e3o depois o bord\u00e3o.<br \/>\nProva o teu caldo n\u00e3o desperdi\u00e7ar\u00e1s teu p\u00e3o.<br \/>\nProva teu caldo, n\u00e3o prometer\u00e1s teu p\u00e3o.<br \/>\nQuando chove na Ascens\u00e3o at\u00e9 as pedras d\u00e3o p\u00e3o.<br \/>\nQuando chove na Ascens\u00e3o, at\u00e9 as pedrinhas d\u00e3o p\u00e3o.<br \/>\nQuando h\u00e1 fome, n\u00e3o h\u00e1 p\u00e3o mal feito.<br \/>\nQuando h\u00e1 p\u00e3o em casa, at\u00e9 as aranhas balham.<br \/>\nQuando n\u00e3o chove em Fevereiro nem bom p\u00e3o nem bom lameiro.<br \/>\nQuando n\u00e3o h\u00e1 p\u00e3o at\u00e9 migalhas v\u00e3o.<br \/>\nQuando n\u00e3o h\u00e1 p\u00e3o, come-se broa.<br \/>\nQuando o carpinteiro tem madeira para alisar e a mulher farinha para amassar n\u00e3o lhes falte p\u00e3o que comer e lenha que queimar.<br \/>\nQuando o carpinteiro tem madeira que lavrar e a mulher p\u00e3o que amassar, n\u00e3o lhes falta p\u00e3o que comer, nem lenha que queimar.<br \/>\nQuando o p\u00e3o rol\u00e3o trepa que far\u00e1 o alvo.<br \/>\nQuando o p\u00e3o se rala de tufa que far\u00e1 o alvo.<br \/>\nQuando o trigo anda pela eira, anda o p\u00e3o pela amassadeira.<br \/>\nQuando se comem uvas com p\u00e3o j\u00e1 s\u00e3o noites de Ver\u00e3o.<br \/>\nQuanto mais barato est\u00e1 o p\u00e3o melhor canta o cora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nQuanto mais barato estiver o p\u00e3o, melhor canta o cora\u00e7\u00e3o.<br \/>\nQueijo, p\u00e3o e p\u00earo, comer de cavaleiro; queijo, p\u00earo e p\u00e3o, comer de vil\u00e3o..<br \/>\nQueijo com p\u00e3o \u00e9 comida de vil\u00e3o.<br \/>\nQueijo com p\u00e3o, faz homem s\u00e3o.<br \/>\nQueijo, p\u00e3o e p\u00earo, comer de cavaleiro; queijo, p\u00earo e p\u00e3o, comer de vil\u00e3o.<br \/>\nQuem comer habitualmente o bico do p\u00e3o n\u00e3o se casar\u00e1.<br \/>\nQuem compra p\u00e3o na pra\u00e7a e vinho na taberna, filhos alheios governa.<br \/>\nQuem d\u00e1 o p\u00e3o d\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o.<br \/>\nQuem d\u00e1 o p\u00e3o d\u00e1 a educa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nQuem d\u00e1 o p\u00e3o d\u00e1 o bord\u00e3o.<br \/>\nQuem d\u00e1 o p\u00e3o d\u00e1 o castigo.<br \/>\nQuem d\u00e1 o p\u00e3o d\u00e1 o corre\u00e3o.<br \/>\nQuem d\u00e1 o p\u00e3o d\u00e1 o ensino.<br \/>\nQuem d\u00e1 o p\u00e3o d\u00e1 o pau.<br \/>\nQuem em Maio relva, n\u00e3o tem p\u00e3o nem erva.<br \/>\nQuem d\u00e1 o p\u00e3o e n\u00e3o d\u00e1 castigo n\u00e3o viu a sombra do Para\u00edso.<br \/>\nQuem \u00e9 pobre nem p\u00e3o tem; quem \u00e9 rico passa bem.<br \/>\nQuem guerreia por p\u00e3o de centeio, ou a fome \u00e9 muita ou a vergonha \u00e9 pouca.<br \/>\nQuem mal enforna tira os p\u00e3es tortos.<br \/>\nQuem m\u00f3i no seu moinho e coze no seu forno, come o seu p\u00e3o todo.<br \/>\nQuem n\u00e3o \u00e9 farto no comer<br \/>\nQuem n\u00e3o poupa o p\u00e3o, com fome cai no ch\u00e3o.<br \/>\nQuem n\u00e3o se farta de p\u00e3o, de migalhas \u00e9 que n\u00e3o.<br \/>\nQuem n\u00e3o tem farinha escusa peneira.<br \/>\nQuem n\u00e3o tem p\u00e3o alvo, come do ralo.<br \/>\nQuem n\u00e3o tem p\u00e3o n\u00e3o cria c\u00e3o.<br \/>\nQuem n\u00e3o tem p\u00e3o n\u00e3o tem c\u00e3o.<br \/>\nQuem n\u00e3o tem p\u00e3o, contenta-se com as migalhas.<br \/>\nQuem p\u00e3o e vinho compra, mostra a bolsa.<br \/>\nQuem poda tardio e semeia tempor\u00e3o tem vinho e p\u00e3o.<br \/>\nQuem quer c\u00e3o tenha p\u00e3o.<br \/>\nQuem quer o filho ladr\u00e3o tira-lhe o p\u00e3o.<br \/>\nQuem quer p\u00e3o, tenha p\u00e3o.<br \/>\nQuem se farta de p\u00e3o, de migalhas \u00e9 que n\u00e3o.<br \/>\nQuem se n\u00e3o farta de p\u00e3o, de migalhas tamb\u00e9m n\u00e3o.<br \/>\nQuem semeia bom gr\u00e3o, ter\u00e1 bom p\u00e3o.<br \/>\nQuem tem fome fala em p\u00e3o.<br \/>\nQuem tem fome, sonha com p\u00e3o.<br \/>\nQuem tem p\u00e3o e dinheiro n\u00e3o lhe falta mancebo.<br \/>\nQuem tem um p\u00e3o deseja outro.<br \/>\nQuem ter\u00e1s as m\u00e3os quedas, com p\u00e3o fresco e beringelas?<br \/>\nQuem tiver muitos filhos e pouco p\u00e3o, tome-os da m\u00e3o, e cante-lhes uma can\u00e7\u00e3o.<br \/>\nQuem trabalha ganha p\u00e3o.<br \/>\nQuer chova quer n\u00e3o meu amo me dar\u00e1 p\u00e3o.<br \/>\nQueres que o c\u00e3o te siga, dai-lhe p\u00e3o.<br \/>\nRa\u00e7\u00e3o de p\u00e3o, o que a perde d\u00e1 mau grado.<br \/>\nRente como p\u00e3o quente.<br \/>\nSaber quantos p\u00e3es d\u00e1 um alqueire.<br \/>\nSabes o que te digo? Que p\u00e3o de cevada n\u00e3o \u00e9 de trigo.<br \/>\nSaboroso \u00e9 o p\u00e3o duro, quando n\u00e3o h\u00e1 mais nenhum.<br \/>\nSardinha de S\u00e3o Jo\u00e3o j\u00e1 pinga no p\u00e3o.<br \/>\nSardinha sem p\u00e3o \u00e9 comer de ladr\u00e3o.<br \/>\nSardinha sem p\u00e3o \u00e9 comer de lamb\u00e3o.<br \/>\nSaudades suas e o p\u00e3o da padeira deixara-me assim desta maneira.<br \/>\nSe chover em quinta-feira de Ascens\u00e3o at\u00e9 as pedrinhas d\u00e3o p\u00e3o.<br \/>\nSe em tua casa me n\u00e3o quiseres tratar mal, n\u00e3o me faltes com o p\u00e3o e com o sal.<br \/>\nSe hei-de dar de comer, mister hei de p\u00e3o no caldo.<br \/>\nSe queres bom p\u00e3o escolhe boa farinha, se queres boa farinha escolhe bom trigo.<br \/>\nSe queres que te siga o c\u00e3o, d\u00e1-lhe p\u00e3o.<br \/>\nSe queres ser s\u00e3o come fruta com p\u00e3o.<br \/>\nSe toda a gente fosse padeiro, ningu\u00e9m comprava p\u00e3o.<br \/>\nSe todos fossem padeiros ningu\u00e9m comprava p\u00e3o.<br \/>\nSe vier o Deus te salve, antes pelo p\u00e3o que pela carne.<br \/>\nSeja o marido c\u00e3o, mas tenha p\u00e3o.<br \/>\nSem p\u00e3o n\u00e3o se fazem formigos.<br \/>\nSemear tempor\u00e3o \u00e9 que d\u00e1 bom p\u00e3o.<br \/>\nSopas de ganh\u00e3o, cada tr\u00eas um p\u00e3o.<br \/>\nSopas de p\u00e3o com vinho fazem o velho menino.<br \/>\nSou o S\u00e3o Martinho, como p\u00e3o e bebo vinho.<br \/>\nTal \u00e9 o p\u00e3o, tal \u00e9 a sopa.<br \/>\nTal terra andar, tal p\u00e3o manjar.<br \/>\nTamb\u00e9m os amea\u00e7ados comem p\u00e3o.<br \/>\nTanto o p\u00e3o como o polegar, leva a alma ao seu lugar.<br \/>\nT\u00e3o grande \u00e9 o Mar\u00e3o e n\u00e3o d\u00e1 seara nem p\u00e3o.<br \/>\nTenha a minha mesa p\u00e3o e seja o meu homem negro como um ti\u00e7\u00e3o.<br \/>\nTenha a minha mesa p\u00e3o e seja o meu um carv\u00e3o.<br \/>\nTenha o meu amor p\u00e3o, tenha ele cara de c\u00e3o.<br \/>\nTer o p\u00e3o e o queijo na m\u00e3o.<br \/>\nTerra branca n\u00e3o d\u00e1 bom p\u00e3o.<br \/>\nTerra de gram\u00e3o, terra de p\u00e3o.<br \/>\nTerra e torr\u00e3o, tudo faz p\u00e3o.<br \/>\nTerra negra d\u00e1 bom p\u00e3o.<br \/>\nTodos lhe d\u00e3o mas n\u00e3o \u00e9 p\u00e3o.<br \/>\nTrigo centeioso, p\u00e3o proveitoso.<br \/>\nTrigo centeioso, p\u00e3o proveitoso.<br \/>\nTrigo com morr\u00e3o n\u00e3o faz bom p\u00e3o.<br \/>\nTrigo de cisir\u00e3o, pequena massa e grande p\u00e3o.<br \/>\nTrigo na eira, p\u00e3o na masseira.<br \/>\nTudo com p\u00e3o, faz o homem s\u00e3o.<br \/>\nTudo o que \u00e9 pequeno tem gra\u00e7a, menos o p\u00e3o.<br \/>\nTudo quer o dono ao p\u00e9, at\u00e9 o p\u00e3o no forno.<br \/>\nTudo quer o seu dono, at\u00e9 o p\u00e3o no forno.<br \/>\nUm dia de jejum e tr\u00eas de cruel guerra ao p\u00e3o.<br \/>\nUm dia de jejum, tr\u00eas dias maus para o p\u00e3o.<br \/>\nUm p\u00e3o n\u00e3o enche celeiro, mas ajuda seu companheiro.<br \/>\nUm p\u00e3o no mato d\u00e1 para quatro.<br \/>\nUns aquecem o forno, outros amassam o p\u00e3o.<br \/>\nUvas, p\u00e3o e mel\u00e3o \u00e9 sustento de nutri\u00e7\u00e3o.<br \/>\nUvas, p\u00e3o e queijo, sabem a beijo.<br \/>\nVale mais p\u00e3o duro que figo maduro.<br \/>\nVale mais p\u00e3o duro que nenhum.<br \/>\nVale mais p\u00e3o enxuto que tal conduto.<br \/>\nVale mais p\u00e3o hoje que galinha amanh\u00e3.<br \/>\nVale mais um bocado de p\u00e3o seco com paz do que uma casa cheia de carne com disc\u00f3rdia.<br \/>\nVale mais um p\u00e3o com Deus que dois com o Diabo.<br \/>\nVento Su\u00e3o n\u00e3o d\u00e1 p\u00e3o.<br \/>\nVento Su\u00e3o seca a terra e n\u00e3o d\u00e1 p\u00e3o.<br \/>\nVinho pela cor, p\u00e3o pelo sabor.<br \/>\nVinho que baste, carne que farte e p\u00e3o que sobeje e seja eu pobre.<br \/>\nVinho que chegue, carne que baste e p\u00e3o que sobre.<br \/>\nVinho turvo e p\u00e3o quente, s\u00e3o inimigos da gente.<br \/>\nVinho turvo, madeira verde e p\u00e3o quente, s\u00e3o tr\u00eas inimigos da gente.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Sobre o trigo, biscoito, centeio, moinho, burro(a), celeiro, lenha, moleiro, forno, farinha e padeiro(a).<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;D\u00e1 Deos biscouto a quem nam tem dentes&#8221;.<br \/>\nA \u00e1gua ao moinho de longe vem.<br \/>\nA \u00e1gua de Santa Marinha , na meda faz farinha.<br \/>\n\u00c0 \u00e1rvore ca\u00edda todos v\u00e3o buscar lenha.<br \/>\nA bom mato vens fazer lenha.<br \/>\nA burra velha cilha nova.<br \/>\nA farinha e o Diabo vai-se toda em farelo.<br \/>\nA farinha tem o seu dia de feij\u00e3o.<br \/>\nA quem amassa e peneira n\u00e3o lhe falta canseira.<br \/>\nA quem Deus ajuda, o vento lhe junta a lenha.<br \/>\nA quem peneira e amassa n\u00e3o furtes a massa.<br \/>\nA roda da fortuna anda mais que a do moinho.<br \/>\nAbril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.<br \/>\n\u00c1gua de Fevereiro enche o celeiro.<br \/>\n\u00c1gua e lenha cada dia venha.<br \/>\n\u00c1gua vai, \u00e1gua venha; n\u00e3o se vai ao mato, vai-se \u00e0 lenha.<br \/>\n\u00c1guas passadas n\u00e3o fazem farinha.<br \/>\n\u00c1guas passadas n\u00e3o movem moinhos.<br \/>\nAlcaide em mandar, moinho em moer, sempre ganham que comer.<br \/>\nAlmocreve cavaleiro n\u00e3o ganha dinheiro.<br \/>\nAno caro, padeira em todo o caso.<br \/>\nAno de trigo, ano de p\u00earas.<br \/>\nAo moinho vai a \u00e1gua.<br \/>\nAo Ver\u00e3o, taverneira; ao Inverno, padeira.<br \/>\nAproveita o farelo, perde a farinha, mal vai.<br \/>\nArde mais lenha verde que pedras enxutas.<br \/>\nArde o fogo segundo a lenha do bosque.<br \/>\n\u00c0s pancadinhas se malha o trigo.<br \/>\nBebe de bom vinho deixa a \u00e1gua ao moinho.<br \/>\nBens de padre e de padeiro n\u00e3o chegam a segundo herdeiro.<br \/>\nBiscoitos de feira fanga de trigo.<br \/>\nBurra que geme, carga n\u00e3o teme.<br \/>\nBurro velho cevada ao rabo.<br \/>\nCada feira vale menos com o burro do Vicente.<br \/>\nCada qual leva a \u00e1gua ao seu moinho. Cada qual quer levar a \u00e1gua ao seu moinho e deixar em seco o do vizinho.<br \/>\nC\u00e3o de moleiro nem come nem deixa comer.<br \/>\nCenteio, semeia-o em p\u00f3 e dele n\u00e3o tenhas d\u00f3.<br \/>\nCom \u00e1gua passada n\u00e3o m\u00f3i o moinho.<br \/>\nCom \u00e1guas paradas n\u00e3o m\u00f3i o moinho.<br \/>\nCom isto \u00e9 um biscoito at\u00e9 as oito.<br \/>\nCom vento se limpa o trigo, e os v\u00edcios com castigo.<br \/>\nDa flor de Janeiro, ningu\u00e9m enche o celeiro.<br \/>\nDar mais voltas que o biscoito em boca de velho.<br \/>\nDe ab\u00f3boras e cebolas ningu\u00e9m fa\u00e7a celeiro.<br \/>\nDe \u00e1rvore ca\u00edda todos fazem lenha.<br \/>\nDe burra que faz \u201cim\u201d e mulher que sabe latim, livra-te tu e a mim.<br \/>\nDe longe vem a \u00e1gua ao moinho.<br \/>\nDe Santos ao Natal perde a padeira o cabedal.<br \/>\nDe trigo e de aveia, minha casa cheia.<br \/>\nDepois do burro morto, cevada no rabo.<br \/>\nDescansai mulheres que caiu o forno.<br \/>\nDeus d\u00e1 farinha, o Diabo furta o saco.<br \/>\nDeus d\u00e1 peneira a quem n\u00e3o tem farinha.<br \/>\nDezembro quer lenha no lar e pichel a andar.<br \/>\nDinheiro tinha o menino, quando mo\u00eda o moinho.<br \/>\nDois moleiros num moinho nunca fizeram boa farinha.<br \/>\nDomingo de Ressurrei\u00e7\u00e3o carne no prato, farinha na m\u00e3o.<br \/>\nDuas pedras \u00e1speras n\u00e3o fazem farinha.<br \/>\n\u00c9 meu amigo o que m\u00f3i no meu moinho.<br \/>\n\u00c9 parvo de apanhar a cinza e derramar farinha.<br \/>\n\u00c9 parvo\u00edce aproveitar o farelo e perder a farinha.<br \/>\nEm Julho ceifo o trigo e o debulho, e em o vento soprando o vou limpando.<br \/>\nEm Julho, ceifa o trigo e faz o debulho.<br \/>\nEm Outubro, centeio ruim.<br \/>\nEm Outubro n\u00e3o v\u00e1s ao mar para pescar mas vai ao celeiro e abre\u00a0 mealheiro.<br \/>\nEm Outubro, Novembro e Dezembro abre o celeiro e o mealheiro.<br \/>\nEsse \u00e9 meu amigo, que m\u00f3i no meu moinho.<br \/>\nFarinha apurada n\u00e3o t\u2019a veja sogra nem cunhada.<br \/>\nFarinha do Diabo torna-se em farelos.<br \/>\nFarinha do mesmo saco.<br \/>\nFarinha seca n\u00e3o \u00e9 de comer.<br \/>\nFazer a broa maior do que a boca do forno.<br \/>\nFolga o trigo debaixo da neve como a ovelha debaixo da pele.<br \/>\nForno de padeira, com qualquer molho de lenha se aquece.<br \/>\nForno feito, vint\u00e9m no corucho.<br \/>\nGr\u00e3o a gr\u00e3o enche o moleiro o sarr\u00e3o.<br \/>\nHaja sa\u00fade e coza o forno.<br \/>\nHorta e celeiro n\u00e3o querem companheiro.<br \/>\nInstala o teu moinho e Deus dar\u00e1 o vento.<br \/>\nIr de Bispo a moleiro.<br \/>\nJ\u00e1 que a \u00e1gua n\u00e3o vai ao moinho, v\u00e1 o moinho \u00e0 \u00e1gua.<br \/>\nJaneiro e Fevereiro, enche ou vasa o celeiro.<br \/>\nJaneiro greleiro n\u00e3o enche o celeiro.<br \/>\nLavra a terra enquanto pregui\u00e7oso dorme e ter\u00e1s trigo para vender e guardar.<br \/>\nLenha cortada, lenha dobrada.<br \/>\nLenha de figueira, muito fumo, pouca madeira.<br \/>\nLenha de figueira, rija de fumo, fraca de madeira.<br \/>\nLenha de louro verde, serve meu genro e fenda meu filho.<br \/>\nLenha no ar e pichel a andar.<br \/>\nLenha seca \u00e9 que arde.<br \/>\nLenha velha \u00e9 que arde.<br \/>\nLenha verde \u00e9 que faz fuma\u00e7a.<br \/>\nLenha verde e velho gogo, muito fumo e pouco fogo.<br \/>\nLenha verde n\u00e3o se queima nem se acende.<br \/>\nLenha verde, mal se acende, quem muito dorme pouco aprende.<br \/>\nLenha vozeira, sinal de ventaneira.<br \/>\nLevar a \u00e1gua ao seu moinho.<br \/>\nLogo que Outubro venha, procura a lenha.<br \/>\nMaio come o trigo e Agosto bebe o vinho.<br \/>\nMaio jardineiro enche o celeiro.<br \/>\nMais farinha, mais \u00e1gua.<br \/>\nMais vale azenha parada que amigo moleiro.<br \/>\nMais valeum burro vivo que um cavalo morto.<br \/>\nMais valeum ruim macho que um bom burro.<br \/>\nMais valem alimpaduras na minha eira do que trigo na tulha alheia.<br \/>\nMal se apanha o piolho na farinha j\u00e1 julga que \u00e9 moleiro.<br \/>\nMarido e mulher devem ser como \u00e1gua e farinha.<br \/>\nMartinho bebe o vinho e deixa a \u00e1gua para o moinho.<br \/>\nMato verde n\u00e3o d\u00e1 boa lenha.<br \/>\nMedra o trigo debaixo da neve como o carneiro debaixo da pele.<br \/>\nMelro-de-bico-amarelo come a semente e o farelo.<br \/>\nMoinho de moer, n\u00e3o falta que comer.<br \/>\nMoinho parado n\u00e3o quebra moeda.<br \/>\nMoinho sem moer n\u00e3o ganha de comer.<br \/>\nMoio s\u00f3 de trigo ou de dinheiro.<br \/>\nMuda de moleiro que n\u00e3o mudas de ladr\u00e3o.<br \/>\nMuita palha e pouco trigo.<br \/>\nMuito mel em casa \u00e9 estrago de farinha.<br \/>\nMuito pode a velha para o seu moinho.<br \/>\nMuito trigo, pouca palha.<br \/>\nMuito trigo tem meu pai em um c\u00e2ntaro.<br \/>\nMuitos c\u00e3es entram no moinho, mas pelo que acham dentro.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 por grandes orelhas que o burro vai \u00e0 feira.<br \/>\nN\u00e3o fartes o criado de p\u00e3o n\u00e3o te pedir\u00e1 requeij\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 maior amigo do que Julho com seu trigo.<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 trigo sem joio.<br \/>\nN\u00e3o metas em casa quem dois olhos haja, sen\u00e3o trigo e cevada.<br \/>\nN\u00e3o mudes de moleiro sem lhe pagares primeiro.<br \/>\nN\u00e3o se m\u00f3i o trigo com pardais.<br \/>\nN\u00e3o sai farinha branca\u00a0 de um saco de carv\u00e3o.<br \/>\nN\u00e3o sei o que digo, n\u00e3o \u00e9 cevada nem \u00e9 trigo.<br \/>\nN\u00e3o sejais forneira, se tendes a cabe\u00e7a de manteiga.<br \/>\nN\u00e3o te ponhas a soalhar com quem tem forno e p\u00e9 de altar.<br \/>\nN\u00e3o vendas a teu amigo, nem de rico compres trigo.<br \/>\nNatal \u00e0 sexta-feira, pior onde puderes semeia; em domingo, vende bois e compra trigo.<br \/>\nNatal ao domingo vende os bois e compra trigo.<br \/>\nNem em todo o mato se faz lenha.<br \/>\nNem erva no trigo nem suspeita de amigo.<br \/>\nNem moinho por cont\u00ednuo, nem porco por vizinho.<br \/>\nNem sempre o forno faz rosquilhas.<br \/>\nNem todo o gr\u00e3o vai ao olho do moinho.<br \/>\nNem um s\u00f3 moleiro nem um s\u00f3 forneiro.<br \/>\nNeve em Fevereiro \u00e9 mau para o celeiro.<br \/>\nNeve em Fevereiro, press\u00e1gio de mau celeiro.<br \/>\nNeve em Fevereiro n\u00e3o faz bom celeiro.<br \/>\nNo forno e no moinho vai quem quer cochicho.<br \/>\nNo forno em que o homem o p\u00f5e, nesse o tem.<br \/>\nNo Inverno forneira, no Ver\u00e3o taberneira.<br \/>\nNozes e trigo \u00e9 merenda de amigo.<br \/>\nO alcaide em mandar, o moinho em moer, sempre ganham que comer.<br \/>\nO boi come a palha, o rato o trigo.<br \/>\nO hip\u00f3crita tem uma cara de arcebispo e um cora\u00e7\u00e3o de moleiro.<br \/>\nO moinho faz-se para moer.<br \/>\nO pobre e o moinho andando ganham.<br \/>\nO primeiro milho \u00e9 para os pardais.<br \/>\nO pr\u00f3digo e o bebedor de vinho nunca t\u00eam casa nem moinho.<br \/>\nO que Abril deixa, Maio espiga.<br \/>\nO trigo e a mulher feia \u00e0 luz da candeia.<br \/>\nO trigo e a teia, \u00e0 candeia.<br \/>\nO velho e o forno, pela boca se aguentam.<br \/>\nOnde n\u00e3o h\u00e1 farinha h\u00e1 moinho.<br \/>\nPara a missa e para o moinho n\u00e3o esperes pelo teu vizinho.<br \/>\nPara forno quente, tr\u00eas molhos de ramasca ou um torgo somente.<br \/>\nPara forno quente, uma torga somente.<br \/>\nPara o m\u00eas de Fevereiro guarda lenha no quinteiro.<br \/>\nPau \u00e9 pau, madeira \u00e9 lenha.<br \/>\nPela boca se aguenta o forno.<br \/>\nPela boca se aquenta o forno.<br \/>\nPela farinha se conhece o moleiro.<br \/>\nPelo dia de Santos semeia trigo e colhe cardos.<br \/>\nPelo S\u00e3o Francisco semeia o teu trigo e a velha que o dizia j\u00e1 semeado o tinha.<br \/>\nPelos Santos trigo semeado, fruto arrancado.<br \/>\nPelo S\u00e3o Martinho, deixa a \u00e1gua pr\u00f3 moinho.<br \/>\nPor demais \u00e9 a c\u00edtola no moinho quando o moleiro \u00e9 surdo.<br \/>\nPor Santos semeia trigo e colhe cardos.<br \/>\nPor S\u00e3o Jo\u00e3o os trigos est\u00e3o em pend\u00e3o.<br \/>\nPor todo o m\u00eas de Julho o celeiro atulha.<br \/>\nPor todo o m\u00eas de Julho o celeiro entulho.<br \/>\nPoupan\u00e7as de farelos estragos de farinha.<br \/>\nQuando Deus d\u00e1 a farinha, o Diabo esconde o saco.<br \/>\nQuando n\u00e3o chove em Fevereiro, nem bom prado nem bom celeiro.<br \/>\nQuando o ganso mergulha traz o trigo para a tulha.<br \/>\nQuando o moinho p\u00e1ra o moleiro acorda.<br \/>\nQuando o trigo \u00e9 louro \u00e9 o barbo como um touro.<br \/>\nQuando se corta a lenha saltam as lascas.<br \/>\nQuando se est\u00e1 com as m\u00e3os na massa, tanto faz amassar um alqueire como tr\u00eas.<br \/>\nQueira ou n\u00e3o queira, o burro h\u00e1-de ir \u00e0 feira.<br \/>\nQuem ao moinho vai e n\u00e3o madruga, os outros moem e ele se expurga.<br \/>\nQuem ao moinho vai, enfarinhado sai.<br \/>\nQuem com farelos se mistura, porcos o comem.<br \/>\nQuem n\u00e3o debulha em Agosto, debulha com mau rosto.<br \/>\nQuem n\u00e3o poupa \u00e1gua e lenha n\u00e3o poupa nada que tenha.<br \/>\nQuem n\u00e3o tem farinha escusa peneira.<br \/>\nQuem com porcos se mistura farelos come.<br \/>\nQuem \u00e9 burro vai para moleiro.<br \/>\nQuem p\u00e1ssaros receia, milho n\u00e3o semeia.<br \/>\nQuem percebe do moinho \u00e9 o moleiro.<br \/>\nQuem primeiro vem primeiro m\u00f3i.<br \/>\nQuem quer fogo busque a lenha.<br \/>\nQuem semeia em caminho cansa os bois e perde o trigo.<br \/>\nQuem tem abelha, e ovelha, e moinho, entrar\u00e1 com El-Rei em desafio.<br \/>\nQuem tem moinho e p\u00e9-de-altar n\u00e3o vai para a cama sem cear.<br \/>\nQuem vai ao moinho enfarinha-se.<br \/>\nQuem vai com tinhosos ao mato faz a lenha e traz.<br \/>\nRatos, arriba, que todo o branco \u00e9 farinha.<br \/>\nS\u00e3o Martinho bebe o vinho e deixa a \u00e1gua para o moinho.<br \/>\nS\u00e3o Miguel soalheiro, enche o celeiro.<br \/>\nSaber levar a \u00e1gua ao seu moinho.<br \/>\nSeja eu meirinho e seja-o de um moinho.<br \/>\nSeja meu inimigo, venha moer no meu moinho.<br \/>\nSeparar o trigo do joio.<br \/>\nSeparar o trigo do joio que melhor messe far\u00e1.<br \/>\nSetembro enche o celeiro, alegrando o fazendeiro.<br \/>\nSetembro que enche o celeiro, d\u00e1 triunfo ao rendeiro.<br \/>\nSetembro que enche o celeiro, salva o rendeiro..<br \/>\nSe se moer, ent\u00e3o se far\u00e1 boa farinha com todos.<br \/>\nSe te vires perdido, apega-te ao trigo.<br \/>\nTanta vez vai o rato ao moinho, que um dia fica l\u00e1 com o focinho.<br \/>\nTanto dana o falso amigo como a ervilhaca no trigo.<br \/>\nTanto vai o c\u00e3o ao moinho que um dia l\u00e1 deixa o focinho.<br \/>\nTem mais nos farelos que muitos na farinha.<br \/>\nTerrunho negreiro enche o celeiro.<br \/>\nTodo o branco n\u00e3o \u00e9 farinha.<br \/>\nTodos os p\u00e1ssaros comem trigo e quem paga \u00e9 o pardal.<br \/>\nTodos os p\u00e1ssaros comem trigo, s\u00f3 o pardal tem a culpa.<br \/>\nTrigo acamado, p\u00f5e o dono levantado<br \/>\nTrigo de Janeiro engorda o carneiro.<br \/>\nTrigo deita-o na lama que o deitas em boa cama.<br \/>\nTrigo e gratid\u00e3o s\u00f3 crescem em boa terra e em boa alma.<br \/>\nTrigo em Abril j\u00e1 deve estar semeado.<br \/>\nTrigo em Abril n\u00e3o deve ser nado, mas j\u00e1 semeado.<br \/>\nTrigo lobeiro cresce no forno, na sopa e no tabuleiro.<br \/>\nTrigo loiro, \u00e9 co\u00e7ar-lhe o coiro.<br \/>\nTrigo loiro, pargo toiro.<br \/>\nTrigo loiro, salema no coiro.<br \/>\nTrigo ser\u00f4dio ou tempor\u00e3o, fica em Maio em gr\u00e3o.<br \/>\nTrigo tempor\u00e3o ou palha ou gr\u00e3o.<br \/>\nTrovoadas nos montes levam moinhos e pontes.<br \/>\nTudo \u00e9 nada, menos trigo e cevada.<br \/>\nTudo \u00e9 nada sem trigo e cevada.<br \/>\nVai-te aos cubos do moinho.<br \/>\nVale mais no farelo do que na farinha.<\/p>\n<p><em><strong>Recolha:<\/strong><br \/>\nConfrade Jos\u00e9 Manuel Pereira\u00a0 (665 &#8211; Prov\u00e9rbios)<br \/>\nConfreira Helena Esteves Lobo (58 &#8211; Prov\u00e9rbios)<br \/>\n<\/em><\/p>\n ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O patrim\u00f3nio cultural de Valongo encontra-se inscrito na pele simples e enxuta das suas 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